quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Análise do conto “Famigerado” de “Guimarães Rosa” por Raquel Pinheiro e Pinheiro

"O ouvido humano é surdo aos conselhos e agudo aos elogios"
William Shakespeare

O trabalho literário de Guimarães Rosa caracteriza-se pela criação de uma linguagem diferente em que se mesclam palavras e estruturas arcaicas a expressões modernas e gírias a partir da oralidade de seus personagens.
No conto “Famigerado”, Guimarães Rosa mostra o seu domínio lingüístico quando “O feroz matador Damázio (principal personagem da estória) procura pelo auxílio do humilde médico (narrador) do vilarejo, para que o mesmo lhe tire uma dúvida tão perturbante: “[...] Vósmecê agora me faça à boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmigerado... faz-me-gerado...falmisgerado...familhasgerado...?[...]. A palavra que tanto atormentava o “jagunço” não era nada mais, nada menos do que “famigerado”, palavra esta com a qual foi caracterizado pelo “moço do governo”. De acordo com “Damázio”, o jovem o havia chamado assim, e por ser bronco não sabia o significado. Portanto, por aquelas bandas havia poucas pessoas letradas, tais como: os padres, com os quais “Damázio” não era muito “chegado”, e o doutor que ali está disposto a ajudá-lo, pois não se continha de tanto medo. Porém com medo que se tornasse um “intrigueiro” ou até mesmo vítima do “jagunço”, o pobre médico falou por “altos” o que seria “[...]famigerado é inóxio, é “célebre”. “notório”, “notável”[...]”,mas para aquele homem deu na mesma, pois não sabia o que queria dizer tais palavras tão complicadas. Foi então que o médico já tentando se livrar de sua missão, falou claramente: “[...] Famigerado? Bem. É: “importante”, que merece louvor, respeito. [...]” e acrescenta: “[...] Olhe: eu, como o senhor me vê, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora dessas era ser famigerado [...]”. Nesse momento “Damázio” engrandecido, sai aliviado por descobrir que não foi insultado e sim elogiado, e feliz por saber que é um “famigerado”.
Faz-se condição sine qua non, também, elucidar que o que se altera na ficção brasileira com a produção do romancista é a maneira com que o escritor trata seus personagens. Observa-se no texto, como “Guimarães Rosa” frisa a fala do homem pouco instruído e a do letrado, induzindo o leitor a se envolver no conto e despertando-lhe diversas curiosidades, nas quais encontra mistérios e tenta decifrar significados coerentes para cada uma delas. Fazendo da leitura não só uma maneira de obter informação, mas levando o leitor a uma verdadeira viajem (em pensamentos).
Fazendo-se um parâmetro entre a obra analisada e o quinto mito explicitado pelo lingüista Marcos Bagdo em seu livro Preconceito Lingüístico, observa-se que ambos os autores incentivam a língua portuguesa, porém não com o mesmo intuito. Enquanto um tenta concertar os erros, o outro apresenta uma “linhagem” diferente, na qual os erros são freqüentes e não há ninguém tão preocupado em repará-los. Percebe-se nos dois textos, a diferença de classes sociais e a importância de cada uma delas. Observa-se também em ambas as obras, termos criados ou criticados pelos seus respectivos autores. Mediante estas citações, depreende-se que a língua por mais que não se espere ou não seja necessário, sempre irá sofrer alterações das mais variadas formas, até satisfazer o regionalismo.

6 comentários:

Anônimo disse...

até que me ajudou mais ou menas...

Anônimo disse...

avá!

Anônimo disse...

ficou otimo, mas é um texto rico em imformação devia ter desenrolado mais a analise.

Anônimo disse...

minha filha, voce faz uma analise dessas, de um conto tao importante, e comete tantos erros de ortografia e usa tantas aspas.pelo amor de deus, vc nao sabe escrever nao?

Anônimo disse...

Esse(a) pessoa que faz esse comentário acima é mais ignorante do que tu própria por não reconhecer o esforço que empenhaste nesta analise. Tu só precisas rever alguns detalhes e nunca deixar de produzir. Afinal não se consegue sem erros.

Anônimo disse...

"ichi" tu é "bura" ó fica "ofendeno" a "bicinha","cria" "vergonha" "muier" vai "arranga" um "homi" vai passa teu "tempo".abrassos e beigoss ta.